sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Cadela é atingida por quatro tiros em penitenciária e sobrevive em SC

Quando a gente pensa que já viu todo o tipo de estupidez humana, sempre encontramos coisa pior.

A cadela Pituca, uma vira-latas que vivia nas dependências do Complexo Penitenciário de São Pedro de Alcântara (SC), foi atingida por pelo menos quatro tiros, na madrugada de segunda-feira (21). Dois agentes penitenciários são suspeitos de serem os responsáveis pelos disparos.

A cadela foi encontrada, agonizando, por duas funcionárias do complexo na tarde da segunda-feira. Elas prestaram os primeiros socorros e levaram Pituca para cuidados veterinários.
De acordo com o Departamento de Administração Prisional (Deap), Pituca se recupera bem e deve ser colocada para adoção. O Deap informou ainda que os agentes penitenciários tiveram suas armas recolhidas e perderam o porte das armas.

Segundo a Secretaria de Justiça e Cidadania de Santa Catarina, os agentes se formaram em 2008 na Escola Prisional do estado, foram afastados do trabalho e podem ser suspensos pelo período de 15 a 30 dias, sem direito ao recebimento de salário, ou até demitidos.

O diretor do Deap, Hudson Queiroz, instaurou uma sindicância para a apurar o caso. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, serão investigadas as causas dos tiros, se houve negligência por parte dos agentes e as circunstâncias em que Pituca foi atingida.
Ainda segundo a secretaria, os agentes ainda vão ser investigados no inquérito policial instaurado na delegacia de polícia da cidade. Eles podem responder pelo crime de maus tratos aos animais.

Fonte: G1

Considerações pessoais:
- "podem responder pelo crime" não, né? DEVERIAM responder e PAGAR MUITO pelo crime. Quem sabe colocar eles dentro das mesmas grades que deveriam "cuidar".

- aposto que vai chover gente querendo adotar a Pituca. Atitude louvável, mas existem milhares de outros animais pra adoção também, que ninguém quer. Aliás, todo mundo quer adotar cachorrinho-de-manchete. Isso é amor pelos animais ou vontade de aparecer no noticiário como "bonzinho"?

Cães e Gatos para adoção no CCZ de PoA

O canil do Centro de Zoonoses da Secretaria da Saúde de Porto Alegre tem diversos cães e gatos para adoção. Os animais são vacinados e esterilizados. O centro, localizado na Estrada Bérico José Bemardes, 3.489, no bairro Lomba do Pinheiro, funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 9h30min às 11h30min e das 13h30min às 16h30min.

Fonte: Jornal O Sul de hoje

Confira no mapa a localização do CCZ


Exibir mapa ampliado

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Microchip em cães é lei

O Diário Oficial publicou na última sexta-feira, 18/09, a sanção da lei (Lei nº 13.252 de 2009) que obriga a implantação de microchip de identificação eletrônica nos cães comercializados no RS. De autoria do deputado Carlos Gomes (PPS), a nova lei determina que o chip seja implantado subcutaneamente contendo informações sobre a moradia e dados do proprietário do mascote. Do animal deverá constar raça, data de nascimento, sexo, características físicas e registro de vacinação. "Ao facilitar a identificação, estaremos coibindo o abandono dos animais nas ruas e parques. Ao mesmo tempo, proprietários serão beneficiados com a medida, já que em caso de perda do animal, o dono poderá ser localizado", explicou o autor da lei. A proposta foi construída com entidades gaúchas ligadas à proteção dos animais.

Fonte: Newsletter Affonso Ritter
Crédito da foto: Portal do Cachorro

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Artigo sobre defesa dos animais e as conquistas legislativas do movimento de proteção animal no Brasil

Leia AQUI um artigo bem interessante e completo sobre a defesa dos animais e as conquistas legislativas do Movimento de Proteção dos Animais no Brasil, escrito por Edna Cardozo Dias, doutora em direito pela UFMG e presidente da Liga de Prevenção da Crueldade contra o Animal.

O trabalho aborda
1 - Introdução: Breve relatório sobre os fundamentos filosóficos da proteção animal
2 - A proteção dos animais como relevante questão jurídica
2.1.Normas do Direito Internacional
2.2- Normas de Direito Comunitário
2.3- Normas de Direito Positivo Brasileiro

3 - A história da aprovação da leis de proteção ao animal no Brasil
3.1. A primeira legislação de proteção aos animais no Brasil
3.2 - Criminalização dos atentados contra os animais
LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS
LEI N.º 9605, DE 12 FEVEREIRO DE 1998
3.3- Proteção animal na Constituição da República de 1988
3.4- A proibição da caça na Constituição Estadual de São Paulo
3.5- Código de proteção aos animais

4 - Livros jurídicos sobre proteção da fauna

Fonte: Ambiente Brasil

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Aproveito o post pra agradecer de coração, MESMO, ao feedback que tenho recebido sobre a matéria dos abrigos! É esse o tipo de coisa que faz com que eu tenha cada vez mais vontade (e paixão) de falar sobre animais! Espero corresponder ao trabalho e a dedicação das minhas "fontes" sempre!!!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Abrigos de Porto Alegre enfrentam dificuldades que vão além da falta de verbas

Muitas vezes formados por apenas uma pessoa disposta a melhorar o planeta, sem os recursos necessários, abrigos para animais abandonados oferecem comida e um teto para bichinhos que aguardam a adoção.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde,o número de animais em uma cidade corresponde a 40% de sua população humana, sendo desses 40%, 5% formada por animais de rua. Se assim fosse, Porto Alegre deveria ter em torno de 3000 animais abandonados, porém, de acordo com o Comitê para o Bem Estar Animal, vinculado ao Gabinete do Vice-Prefeito, José Fortunati, esse número não é o correto, seria muito maior: na verdade, é impossível afirmar com certeza a quantidade de bichinhos pelas ruas da nossa capital, uma vez que, por exemplo, em um ano, uma cadela pode ter duas ninhadas, e suas filhas, em seis meses, já podem procriar também: é um crescimento exponencial.







Enquanto a maioria das pessoas, ao passar por um animal de rua, apenas sente pena ou, não raro, afasta de forma ríspida o bicho, existem aqueles que, talvez por terem uma "missão especial" na Terra, ou simplesmente por estarem mais comprometidos com a vida, juntam estes seres vivos e os dão abrigo: alimento, teto, remédios, amor e a chance de serem adotados e receberem um lar definitivo, uma família que os acolha.

Porém, ração, remédios e cuidados custam caro, e os proprietários dos abrigos, geralmente, contam apenas com o seu salário para manter a si mesmos, à sua casa e aos animais. Nesse caso, os abrigos passam a depender de doações de voluntários, de parceria com veterinários e até mesmo de rifas para arrecadação de fundos.

Reciclagem para ajudar cãezinhos
Paula vive em um sítio com aproximadamente 120 cães abandonados. Não divulga o endereço, pois as pessoas costumam ir até lá para "desovar" ninhadas. Ela alimenta esses cães, cuida dos doentes, busca esterilização e os divulga para adoção, sem receber nenhum auxílio do governo para realizar este trabalho, embora a obrigação de cuidar da saúde seja do município, e sabe-se que o bem-estar e a saúde dos bichos se reflete diretamente na saúde dos seres humanos. Paula vive com o salário do seu esposo, Carlos, que juntamente a ela se dedica à causa dos cachorros abandonados. Para conseguir mais dinheiro, ainda realiza um trabalho de reciclagem de garrafas pet e latinhas doadas por amigos e vizinhos. Porém, Paula estima que o gasto diário com ração fique em torno dos R$ 80,00, sem mencionar as despesas veterinárias, dentre outras.

R$ 13.155,00 por ano
Isabel cuida de 54 gatos, dentre os que estão na sua casa e os que ficam pela vizinhança, e afirma que não conseguiria arcar com os custos para manter os bichanos sozinha: se não fossem as doações e o dinheiro adquirido com a venda de rifas, os animais morreriam de fome.
Ela afirma que cada gato consome, mensalmente, 2,5kg de ração, enquanto o valor anual de cada vacina é R$ 50,00, mais R$ 55,00 de consulta, por bicho. Para os 54 felinos, Isabel estima um gasto anual de R$ 13.155,00

Outras dificuldades das protetoras
Além das complicações financeiras, os animais em abrigos, apesar de estarem "guardados", ainda sofrem com ameaças diversas: a prefeitura quer fechar o sítio de Paula; os vizinhos reclamam dos gatos de Isabel. E se não fossem problemas suficientes, as duas costumam se deparar com novos animais abandonados em suas portas, muitas vezes doentes, feridos, maltratados ou com filhotinhos. Estes bichinhos, em situação de urgência, precisam de cuidados imediatos. Para os cuidados e castração dos animais, tanto Paula quanto Isabel contam com parcerias com clínicas e veterinários, que oferecem tratamentos a baixo custo. Porém, nem sempre isso é o suficiente, ainda mais se for levado em conta que novos animais surgem quase diariamente.

Esforço que vale a pena
Apesar dos gastos e do trabalho que os animais trazem, as duas protetoras são unânimes ao afirmar que é um esforço compensatório: a idéia de que se está realizando uma missão divina, ou então a certeza de que um ser a menos está na rua, pois conseguiu um lar com donos amorosos, faz com que as dificuldades enfrentadas diariamente pareçam um pouco menores. Afinal de contas, o valor de uma vida não se calcula em dinheiro.

A falta de apoio das autoridades não vai encerrar o trabalho
As protetoras afirmam que falta um incentivo público, por menor que seja: castrações e vacinas gratuitas, maior rigor na fiscalização sobre aqueles que maltratam e abandonam animais. Entretanto, em um país onde até mesmo muitas pessoas estão abaixo da linha de pobreza, parece utópico falar em cuidado dos animais por parte do Estado.
Porém, mesmo com todas as dificuldades, com a falta de dinheiro, com as constantes ameaças, os vários animais abandonados todos os dias que fazem com que o trabalho seja sem fim, Paula e Isabel não pretendem encerrar sua valiosa atividade.
Isabel salienta que, felizmente, o número de simpatizantes dos animais de rua têm aumentado: hoje em dia, é possível encontrar até mesmo guardadores de rua cuidando de um cãozinho. Ela também lembra que o importante é garantir segurança, alimentação e esterilização aos animais, e que qualquer um pode ajudar os bichinhos de rua, pois basta divulgar os que estão por aí através de sites de ONGs ou lista de emails para os amigos.
Para essas duas mulheres e muitas outras pessoas, voluntários, adotantes..., cada vida salva é um grande passo, uma vitória especial.
E só quem conhece o ronron de um gato ou o abano do rabo de um cão agradecidos sabe como esses pequenos seres fazem nossa vida mais completa e mais feliz.


Adote um animal e tenha um companheiro para a vida inteira! Todas as fotos que ilustram essa matéria são de bichinhos esperando um lar, um novo papai ou mamãe!

Agradecimentos especiais a Fabiana Ribeiro pelas fotos do sítio da Paula e ao pessoal da Arca dos Bichos, que além dos gatinhos da Isabel, ainda divulga cãezinhos para adoção e realiza de tempos em tempos uma feirinha. A próxima será dia 20, domingo (se não chover) no Mundo Pet, na Venâncio Aires, 711.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Fundação vai premiar as melhores iniciativas em favor dos direitos dos animais

A Fundação Animal Livre, que incentiva a adoção de animais abandonados, promove a partir desse mês, o prêmio "Uma Boa Iniciativa Mobiliza". A iniciativa faz parte de uma série de ações cujo objetivo é despertar a conscientização sobre os direitos dos animais.

Serão selecionadas as 5 melhores ações, que receberão apoio financeiro para a esterilização de um total de 100 animais, além de terem o trabalho divulgado no Portal Animal Livre. As inscrições vão até o dia 31 de Março de 2010.

De acordo com a presidente da Fundação, Vininha Carvalho, os participantes devem enviar um texto de até 5mil caracteres relatando a experiência, com fotos. Vininha ainda ressalta a importância do acompanhamento após a adoção dos animais: "Não basta doar o animal, é preciso acompanhar se foi efetivo", disse ela à AmbienteBrasil.

A análise dos inscritos deve ser concluída até 30 de agosto de 2010, quando serão anunciadas as iniciativas vencedoras.

Fonte: Ambiente Brasil

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Lei no RS proíbe extermínio de animais

Foi sancionada pela governadora do RS, Yeda Crusius, a lei 13.193, iniciativa do deputado estadual Carlos Gomes (PPS).
A lei, que entrou em vigor em 30 de Junho e foi publicada no DOE no dia 1º de Julho, dispõe sobre o controle da reprodução de cães e gatos de rua: a partir de agora, está proibida a prática de extermínio (eutanásia) para controle de animais em todo o Rio Grande do Sul, salvo em situações onde o animal está com uma doença incurável.
A mesma lei também obriga a identificação, registro e castração dos animais.
A lei completa pode ser lida aqui

Notícia importante para aqueles que só sabem criticar o trabalho do governo do RS, sem nem ao menos procurar saber mais sobre o que está sendo feito no Piratini.

Fontes: Agência de Notícias dos Direitos Animais e PetMag